Arquivo do autor:mariajosesilveira

Quase

Na manhã de sol e céu azul no feriadão da Av. Paulista, 25 graus à sombra, por volta das 10 horas do horário de verão: – A mendiga estilosa de turbante na cabeça e pose altiva senta-se sobre os sacos … Continuar lendo

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Eu não, jacaré

Então eu disse pra ela, Gosto muito da senhora, lhe tenho todo o respeito mas, por favor, não me traga mais notícias assim. São viúvas da catástrofe, esse tipo de gente, excitadas e felizes por saber que alguém sofre mais … Continuar lendo

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Sexta de contos

A língua do infeliz Não posso passar nervoso, o médico falou. Mas como é que não vou passar nervoso com um marido desses? Ele chega, senta no sofá, põe o pé na mesinha de centro, não sem antes tirar a … Continuar lendo

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Enquanto isso, no Lago Azul

“Ui, ui, ui Uiara! Venha aqui, maravilhosa! Aceite esse colar!” O barulho dos gritos, cantorias e chamados à beira do Lago Azul é grande. Lã está debruçado sobre as águas, com um lindo colar de sementes brancas na mão. – … Continuar lendo

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Sobre biografias e ganhos

A pequena biografia que escrevi sobre “A Jovem Pagu”, para a Editora Nova Alexandria, em 2007, me proporcionou três momentos bem diferentes. O primeiro, de prazer ao escrever, inclusive com o apoio de seu filho Kiko, Geraldo Galvão Ferraz, que … Continuar lendo

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O imenso exército da idade

Sempre me emociono ao ler este trecho: “Guenevere exagerou ao se vestir para a ocasião. Maquiou-se, embora não precisasse de maquiagem, e maquiou-se mal. Estava com quarenta e dois anos. Quando Lancelot a viu esperando à mesa, com Arthur a … Continuar lendo

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Para sobreviver

Há dias que é preciso ter fígado de ferro, estômago de estalactites e estalagmites, e o coração, ah!, esse só nos salva se for de um metal precioso. Pobre de mim que não tenho nenhum deles.

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