De almas e sabiás

Da carta de um leitor ao Jornal “O Popular” a respeito de minha crônica recente sobre os sabiás da megalópole.

“Me causou estranheza o texto Uma praga da primavera, da minha conterrânea Maria José Silveira, colunista deste jornal, em que pude ver nas entrelinhas a vontade dela em dizimar a raça dos sabiás. Achei estranho porque o cântico desta ave aqui em Goiás é motivo de alegria, fazendo com que nos coloquemos em melhor ângulo para ouvi-los. Por outro lado, além da melodia do cântico dos sabiás, está a simbologia de que as chuvas estão chegando…
Concluí que, ou ela não tem mais alma interiorana, ou os sabiás que aqui gorjeiam, não gorjeiam como os de lá.

João Luiz das Graças Soares
Jaraguá – GO”

Se tivesse o endereço dele, eu responderia:

“Gostei de seu comentário, João Luiz. Achei muita graça e agradeço. Mas tenho o sono das justas e aprendi com minha mãe a gostar de pássaros na minha janela; longe de mim querer dizimar alguma espécie. Agora, alma interiorana eu não tenho mais mesmo não. Pelo menos acho que não, talvez nunca tenha tido. Minha alma é totalmente urbana, viciada em co2, e no barulhinho surdo de trânsito no fundo. Mas trago a Jaraguá que amei na infância na memória, e folgo em saber que os sabiás ainda não têm detratores em Goiás. Um abraço amigo, Maria José”.

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Uma resposta para De almas e sabiás

  1. Gali disse:

    Cadê a crônica, mameis, que não encontrei? Bjos

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