Ainda não. Ainda não sei.

Lendo “O homem é um grande faisão no mundo”, da Herta Müller:

“Há água no túmulo. A água é amarela como o chá.”

” O guarda-noturno traz uma franja feita de cordões de chuva em torno da aba do chapéu. Na carroça funerária a mortalha esvoaça. Os ramalhetes de hortência trepidam nos pontos esburacados da rua. Espalham pétalas na lama. A lama brilha sob as rodas. A carroça funerária gira no espelho d`água nas poças.”

“O chapéu está amarrotado. O chapéu está enrolado como se fosse uma rosa preta.”

O livro todo é nesse estilo. Nesse estilo sincopado. Às vezes, como nas citações acima, funciona. Há poesia. Outras vezes, não.
Ainda não terminei. Ainda não sei o que acho.

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