Fabulinha grotesca

O Rei dos Monstros tapou-lhe o rosto com um capuz preto, que imediatamente o paralisou. Não contente, no entanto, o Rei abriu-lhe um buraco no crânio e lhe tirou os miolos.
– He, he, he – riu. – O que acha disso? Hein? HEIN?
– …
– Ah, ficou mudo agora? É? É?
– …
– Ah,esqueci que você já não pode falar, desculpa. Por um momento achei que fosse outra insolência sua. Entendo. É que bem que eu gostaria de saber o que você está achando de sua situação agora. Depois de tudo que fez, tá gostando? He,he,he.
– …
– Ok, ok. Entendi. Tirei seus miolos e não dá mais pra você achar nada. Pena. Eu gostaria de saber sua opinião agora. He, he, he! Gostaria mesmo!
– …
– Tá, tá! E dar uns pulinhos será que você consegue? Seria engraçado, sabe. Eu gostaria de ver, he, he, he.
– …
– Certo, não dá. Se você está paralisado, como vai dar pulinhos? Pena.
– …
– Mas só erguer um pouquinho os braços e balançá-los, hein? Acho que me faria dar umas boas risadas. Tente, vai.
– —
– Não, não dá, entendi. Não sou burro. Que dia!

– Bom, se você já não serve pra nada, então por que ainda está por aqui? GUARDAS! – ele grita virando para a fileira de vultos negros alguns metros atrás. – Não posso fazer mais nada com esse sujeito. CORTEM-LHE A CABEÇA!

Moral da história:

Se você tira todas as condições de alguém fazer alguma coisa, é óbvio que ele não fará coisa alguma.
He,he,he!

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