Festa de livraria

Essa vida de caixeira-viajante, de lançamento em lançamento, tem suas compensações.

A principal delas é o pretexto para rever amigos que não víamos há anos. Como aconteceu semana passada em Goiânia. Colegas do primário, colegas da rua onde morei na infância, colegas do ginásio. Antigos companheiros de militância. Amigos de sempre. Amigos novos também, e até primos jovens que eu nem conhecia.

Nisso, o Facebook tem seu papel. Mas nem tanto, na verdade: os amigos digitais nem sempre querem aparecer ao vivo e a cores. Entendo, claro. É da natureza das redes sociais essa superficialidade ou, melhor dizendo, os limites que impõem ao contato direto: o que está distante é bom enquanto se mantém distante. Talvez comprem o livro depois, talvez não, nunca vou saber.

Outro papel interessante é o das crônicas semanais que escrevo no jornal da cidade, O Popular, estabelecendo um contato mais assíduo com o leitor desconhecido. É gratificante vê-lo aparecer a sua frente. Em geral são jovens os que se aproximam e lhes dizem que estão ali porque gostam do que você escreve. Bacana poder abraçar essas pessoas que dão cara e ressonância ao que escrevemos.

É nessas horas na livraria que o solitário trabalho do escritor tem seu momento de pequena festa.

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11 respostas para Festa de livraria

  1. yuribaiocchi disse:

    Parabéns! Maria José eu estou com um do ensaio “AUGUSTO RIOS – POETA” (1946), com dedicatória de seu pai para meu Vô Augusto e Vó Rosinha, você os conheceu? Preciso de um favor seu, seu pai escreveu em um de seus livros que tinha uma gravação de Vô Augusto declamando AVE – MARIA e EU PENSO EM TI, pode me dar uma cópia? Obrigado!

  2. yuribaiocchi disse:

    Parabéns! Maria José eu estou com o ensaio “AUGUSTO RIOS – POETA” (1946), com dedicatória de seu pai para meu Vô Augusto e Vó Rosinha, você os conheceu? Preciso de um favor seu, seu pai escreveu em um de seus livros que tinha uma gravação de Vô Augusto declamando AVE – MARIA e EU PENSO EM TI, pode me dar uma cópia? Obrigado!

  3. Yuri: não temos essa gravação. Acho que ela se perdeu.
    E acho que conheço, sim, esse ensaio. Mas se você tiver como me enviar, agradeço.
    Um beijo.

  4. yuribaiocchi disse:

    Que pena…

  5. yuribaiocchi disse:

    Como assim? Sumiu?

    Você os conhece de onde? Vou mandar as fotos pelo facebook.

    Seu pai frequentava muito a casa deles. No livro “JOSÉ PEIXOTO DA SILVEIRA O GENTIL-HOMEM” está escrito que foram tiradas mil cópias deste exemplar, e acho que só restou essa que eu ganhei de uma prima de meu avô, o nome dela é Dóris de Castro Ribeiro, conhece? Ela é filha de D.ª Francisca Ferreira Rios (D.ª Francisca Ferreira Rios é a filha mais velha do casal Augusto e Rosa Ferreira Rios) e Antônio de Castro Ribeiro (Antônio de Castro Ribeiro é irmão do Coronel Castrinho).

    Você tem um Manuscrito de Defesa do ano de 1930 dirigido ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.

    Mais outra coisa, você também tem uma cópia da homenagem da A.G.L a Augusto Rios?

    • Yuri: quem vai poder responder a você é meu irmão, Px Silveira. Ele é quem cuida dos papéis de meu pai. Você pode contatá-lo no Facebook. Sei que meu pai foi muito amigo do Augusto Rios, sim, e gostava muito dele.
      Um beijo, Maria José

      • yuribaiocchi disse:

        Obrigado, sabia que Augusto Ferreira Rios é primo de seu avô Antônio, e Rosa Ferreira Rios sua esposa, é irmã de seu avô Antônio.

        Minha trisavó Rosa era a filha que cuidava e administrava os negócios de seu pai, o Coronel Tubertino, e quando Vó Lili morreu em 1935, Augusto e Rosinha se mudatam para o casarão do Coronel, em 1936 ele morreu e vó Rosinha ficou com o casarão, com a fazenda do Cuador de 300 alqueires, Fazenda do Engenho Velho de 200 alqueires, Fazenda São João de 110 alqueires, o Sitinho de 700 alqueires, o Paço do Rio Vermelho fe 450 alqueires, a fazendo Calções de Couro de 3.000 alqueires em Goianésia.

        Já seu avô

  6. yuribaiocchi disse:

    Já seu avô Antô e os oytros 7 filhos receberam o mesmo tanto que sua irmã Rosinha, alguns com algumas variações de 300 a 400 alqueires, mas todas tinham o mesmo valor e essa variação no tamanho ocorreu por haver algumad terras mais valorizadas entende?

    Conheceu Colazinha e Suzano, quer saber a verdadeira história? Essa história está no seu livro ela e outras que também conheço, Dulce tem algumas histórias que Tia Inhola. contou à ela.

    Estou digitando pelo celular e as vezes algumas palavras saem escritss fe forma errada.

  7. yuribaiocchi disse:

    Segundo minha avó, seu avô Antônio ia todos os dias depois do almoço para a casa dela (Na época a casa era do Coronel Tubertino) e dormia em um banco de madeira que ficava em baixo de duas janelas, nesse tem seu avô Antônio morava onde Circe Rios Barbo de Siqueira morou, onde hoje funciona hoje a Pousada do Rosário, e mais tarde ele se mudou para perto da Casa do Padre Silvestre Álvares da Silva. Segundo minha avó seu avô Antônio tinha uma loja de tecidos na Rua do Rosário. No meu facebook tem uma foto de seu tio Otávio criança, abraçado a minha avó na casa do avô Coronel, segundo ela a foto é de 1927.

  8. yuribaiocchi disse:

    Segundo minha avó, seu avô Antônio ia todos os dias depois do almoço para a casa dela (Na época a casa era do Coronel Tubertino) e dormia em um banco de madeira que ficava em baixo de duas janelas, nesse tempo seu avô Antônio morava onde Circe Rios Barbo de Siqueira morou, onde hoje funciona hoje a Pousada do Rosário, e mais tarde ele se mudou para perto da Casa do Padre Silvestre Álvares da Silva. Segundo minha avó seu avô Antônio tinha uma loja de tecidos na Rua do Rosário. No meu facebook tem uma foto de seu tio Otávio criança, abraçado a minha avó na casa do avô Coronel, segundo ela a foto é de 1927.

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