Uma condenação prazerosa

“Eu estou condenado ao meu país e adoro essa condenação. Alguém disse que o que faz alguém ser escritor é o ser-se de um tempo e de um lugar. Estou sobretudo amarrado à minha infância, que foi um momento infinito, uma aprendizagem tão cheia de felicidade que eu ainda hoje moro nesse tempo, no meu pequeno bairro de infância, que era maior que o mundo inteiro. Como escritor e como cientista (e eu não vejo grande diferença entre uma coisa e outra), tenho a responsabilidade de não me tomar muito a sério a mim mesmo e àquilo que faço. Tudo o que faço não é, em rigor, um trabalho, uma missão. É sobretudo um prazer, um labor de brincriante, uma brincriação. Por esta razão, nunca dei conta de ser adulto.”

Do Mia Conto, que esteve recentemente por aqui, em entrevista a Luiz Henrique Pellanda.

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