O tempo como solvente

“Devia ser óbvio para nós que o tempo não age como um fixador, e sim como um solvente. Mas não é conveniente – não é útil – acreditar nisso; não nos ajuda a tocar nossas vidas; então nós simplesmente ignoramos.”

Tirei esse trecho do Julian Barnes, em seu “O sentido de um fim”. Um livro belíssimo sobre a construção da nossa memória e, a partir daí, da nossa compreensão sobre nosso próprio passado, tendo como eixo as supostas consequências de um ato nada mais que juvenil.

Dito assim, o tema pode parecer banal, mas a maneira como Julian Barnes o trata não. Faz tempo não leio um livro tão bom assim.

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2 respostas para O tempo como solvente

  1. (…) o que você acaba lembrando nem sempre é a mesma coisa que viu (…).
    Zezé, fiquei muito impressionada com esse livro. Nunca tinha lido nada de J. Barnes!
    beijo

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