O que pretendo fazer em Paraty

1. Entre amigos queridos, plantar um pé de jasmim manga, alamandras, arundinas e lírios sobre as cinzas da nossa amada Rachel Joffily Ribas, que morreu quando não devia, quer dizer, muito cedo, de forma inesperada e difícil de aceitar.

2. Por uma dessas coincidências não premeditadas da vida, portanto, estarei lá nos dias da Flip. Pretendo, então, assistir à programação do Itaú Cultural, no dia 4 de julho, quarta feira, que começa às 12:30, no Museu do Forte, e é muito interessante e grátis:
– Às 13hs, a mesa “O Boom dos Eventos Literários no Brasil” – com Afonso Borges (Sempre um Papo), Mario-Hélio (Fliporto), Mauro (FLIP), Sergio Vaz (Cooperifa). Mediação de Felipe Lindoso.
– Às 14h45, a mesa “A Literatura Brasileira no Cenário Internacional” – com João Cezar de Castro Rocha (Conexões Itaú Cultural e UERJ) Felipe Lindoso (Conexões Itaú Cultural), Luiz Rufatto (Escritor). Mediação de Claudiney Ferreira (Itaú Cultural)

3. Se possível, pretendo também:
– ler o livro “O Retorno”, de Dulce Maria Cardoso. Gosto muito dela;
– encontrar amigos que sei que estarão por lá;
– ver o que for possível das mesas do Ian McEwan, Jennifer Egan, Javier Cercas, Jonathan Frazen. Dos brasileiros: Carrascoza, Rubens Figueiredo, Altair Martins,e André de Leones, jovem conterrâneo que não conheço;
– sentar em algum lugar perto do mar.

4. E então voltar para casa.

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5 respostas para O que pretendo fazer em Paraty

  1. Delícia, Zezé! Mande notícias de lá pra gente ir acompanhando. beijo

  2. Fernanda disse:

    Que legal Maria José! Gostei de você ter feito uma lista do que pretende fazer em Paraty, que realmente fica fervilhando na Flip. Estarei lá, na programação da Off Flip, onde lerei um texto meu no Sarau da OFF. Mas pretendo também ir no Museu do Forte. Quem sabe não nos encontramos por lá, né mesmo?

  3. Fernanda disse:

    Opa, nos encontraremos lá! No museu e em outros lugares. Vou apresentar meu projeto Diz-Quetes, todos na literatura (www.diz-quetes.blogspot.com) na Off Flip, se puder, apareça! Abraços, Fernanda

  4. Afonso Henriques de Guimaraens Neto disse:

    Gostaria de saber (mesmo com todo esse atraso), Zezé, como foi a sua estadia em Paraty na Flip. Quis muito ir, mas não foi possível. Fiquei pensando na belíssima homenagem à nossa queridíssima Rachel que você mencionou na mensagem. Me lembro que na segunda Flip, já se vão tantos anos, o Marcos idealizou e me pediu ajuda para realizar uma “off-Flip” (que depois foi absorvida pela própria Flip oficial, veja só) lá no Teatro Espaço, insatisfeito que estava com o pouco caso da organização da Flip em relação aos artistas de Paraty. Ajudei levar poetas e pessoas ligadas à cultura até o Teatro, como o Chacal, a Cláudia Roquette-Pinto e a Heloisa Buarque de Holanda. Foi muito legal, e a Rachel participou demais. Em outra oportunidade, estavámos eu e Cêça ao lado da Rachel na varanda da casa dela, quando vimos um tiê-sangue pousar próximo de nós. Ficamos maravilhados, e me lembro do brilho de emoção nos olhos da Rachel. Na véspera, eu e Cêça havíamos assistido mais um espetáculo dos bonecos, e com tudo isso junto dentro de mim, começou a sair um poema que depois dediquei ao casal amigo. Em homenagem a ela, me espreste este espaço, Zezé, para eu arremessá-lo outra vez no vento (e deixar um abraço muito forte pro Marcos):

    MATURANDO
    a Rachel e Marcos Ribas, contadores de estórias

    toda mágica supõe lenta maturação.
    recolha uma rara imagem da infância
    e a lance no voo do tiê-sangue
    e da nuvem ao fundo despeje a chuva
    sobre um amor antigo
    desenho a cantar no barro do tempo
    sabor-frêmito de cristal
    então forma
    poesia
    silêncio a se escrever música no aberto.
    toda mágica supõe um céu maravilhado.
    a destilação é lenta
    sabemos
    pois de um jovem perfume
    sentir a sombra de um susto
    a descoberta da luz em flores mortas
    porejar essências quando a surpresa
    flutuar abismos
    brancos teatros do invisível.
    mágicas que são bonecos
    narrando o que o poema busca nas fábulas
    e nas auroras.

    Beijos,
    Afonso

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