Me abanando na rede

O calorão que tem feito esses dias não combina com esta cidade.

Isso – e depois de ler as notícias do nosso cotidiano (volta do Serra, Crivella na Pesca, estuprador no ônibus do Jardim Botânico no Rio, bebê abandonado no supermercado, outro sem-teto queimado na rua) – me dá vontade de deitar um pouquinho e esperar o mundo passar.

Aproveito para ler “O cemitério de Praga” de Umberto Ecco, cuja trama sombria é uma farsa com momentos hilariantes que desanuviam o ambiente. Gosto muito do Umberto Ecco quando ele se apoia no humor.

Enquanto leio e deixo o tempo passar – e porque fevereiro mal se despediu –, escuto o eco distante de uma época em que ainda se cantava marchinhas no carnaval:
“Tomara que chova/ 3 dias sem parar.”

Lamento, baby, mas enquanto não chover por aqui, ficarei deitada na minha rede.

* Adendo noturno: acabo de saber que hoje foi o dia mais quente em São Paulo desde 1943!!

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