Lendo Púchkin

“As rochas em ambos os lados formam paredes paralelas. Aqui é tão estreito, mas tão estreito – escreve um viajante – que você não só vê, mas parece sentir a estreiteza. Uma faixa de céu brilha como uma fita azul sobe sua cabeça. Regatos caíam do alto da montanha em borrifos miúdos, e me fizeram lembrar de O rapto de Ganimedes, um quadro estranho de Rembrandt. Além disso, o desfiladeiro tem uma luz exatamente a seu estilo. Em certos lugares, o Térek lava a própria base da rocha, e pedras amontoam-se na estrada como uma represa. Perto do posto, uma pontezinha foi valentemente lançada atráves do rio. Parar de pé sobre ela é como estar em um moinho. a ponte inteira treme, e o Térek ruge como as rodas que movimentam a mó.”

(Em “Viagem a Azrum”, tradução de Cecília Rosas, “Nova antologia do Conto Russo 1792-1998”)

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