Um livro para cada um de nós

“Alvo Noturno”, de Ricardo Piglia, parece um livro de escritor que descuidou de revisar seu texto e lhe tirar as “gorduras” e os excessos. Um projeto que não foi bem realizado. De qualquer maneira, como em geral em qualquer livro de um bom autor, encontramos nele vários momentos interessantes. Como este parágrafo:

“- Minha mãe diz que ler é pensar – disse Sofia. – Não é que lemos e depois pensamos, e sim que pensamos uma coisa e a lemos em um livro que parece escrito por nós mas que não foi escrito por nós, e sim por alguém que em outro país, em outro lugar, no passado, o escreveu como um pensamento ainda não pensado, até que por acaso, sempre por acaso, descobrimos o livro onde está claramente expressado o que havia estado, confusamente, ainda não-pensado por nós. Não todos os livros, claro, e sim certos livros que parecem objetos de nosso pensamento e nos estão destinados. Um livro para cada um de nós. Para encontrá-lo, é preciso uma série de acontecimentos encadeados acidentalmente para que, no final, a pessoa veja a luz que, sem saber está procurando.”

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