Uma cidade e dois jovens

Vi um filme só de jovens – aliás, de um casal de jovens.
Não tem adultos no filme. Nem pais, nem filhos, nem vizinhos, nem chefes, nada – só, muito de leve, o vulto de um psiquiatra e uma pequena cena com um médico. Tampouco passado nem futuro, só o presente.
O estranho é que o filme é todo jovem, mas claustrofóbico – os dois protagonistas são solitários e cheio de fobias – e a cidade que o filme mostra é uma Buenos Aires muito feia, não apenas cheia de problemas arquitetônicos mas feia mesmo.
Só não se deixem enganar por mim: o filme vale a pena ser visto. É raso, rasinho, mas com cenas bem divertidas, engraçadinho.
Fica a minha pergunta: que jovens são esses tão perdidos assim?
O título é: “Medianeras” de Gustavo Taretto, e os dois atores, Pilar Lopez de Ayaka e Javier Drolas, têm tudo o que a juventude tem de bonito.
E o final (que vontade contar! mas tudo bem, não conto, embora seja muito previsível desde o começo) – só digo, então, que o filme termina como um tipo de conto de fadas moderno.
Se você gosta de filmezinhos leves, não perca.

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