Um “como” que varia

Como você cria seus personagens? Ou, se preferir, como criou um determinado personagem de sua ficção?

Silvana Tavano responde:

“Na minha experiência, que nem é tão grande, esse “como” varia muito. Às vezes o personagem vem junto com uma lembrança. Tem um rosto e uma história, mas tudo vai virando uma ficção moldada pelos “lapsos” da minha memória – pra usar uma expressão sua: é uma invenção verdadeira. Em outros casos, vou atrás do personagem como uma jornalista: observo, pesquiso, entrevisto e vou construindo um perfil que reúne traços de todas essas informações e impressões. Por conta dessas impressões, o personagem que surge também é uma ficção, apesar de ter partido da realidade (invenção verdadeira 2, rsrs…). Muitos, ainda, são pura invenção: o papagaio que conversa com a máquina de lavar, a bruxa com medo de voar no avião, o desenho que quer sair da gaveta ou um martelo tentando consolar o prego são personagens que falam com a voz da imaginação. “

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