Vira, vira, vira!

No primeiro ano, 2005, torci o nariz: Bobagem, pensei! Não vai dar certo. Política pública tem que ter continuidade.
No segundo ano, dei de ombro: Vamos ver até onde vai isso.
No terceiro e quarto, comecei a prestar atenção.
E agora, no sétimo ano, virei fã.
Botar uma megalópole como essa pra curtir arte em seus espaços públicos é de tirar o chapéu. A cidade vibra, respira, festeja com seus números grandiosos: 4 milhões de pessoas nas ruas curtindo mais de mil apresentações ininterruptas de sábado a domingo.
O responsável por essa coisa toda é Carlos Augusto Calil, Secretário da Cultura da cidade. E uma das coisas bacanas é que seu nome nem aparece, o que é outro mérito: evitar que um evento dessas proporções seja explorado politicamente.
São 24 horas de festa na cidade e para a cidade. Um encontro dos cidadãos e artistas de várias linguagens (erudita, popular, de vanguarda, experimental (que o diga Livio Tragtemberg e seu estranho doutor enjaulado), erótica (teve até pole dance).
São Paulo não é só violência, não é só caos, não é só poluição e miséria. São Paulo também é espaço público ocupado por seus artistas.
Muito bonito isso.
Foi.
E virou!

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