Ele é aquele

Ando fazendo um trabalho chatíssimo.
Eu até que tomo minhas precauções e procuro escolher bem o que faço, mas às vezes sou pega desprevenida e quando vejo estou encalacrada com alguma coisa de me tirar do sério. Alguma coisa burra, é o que mais me tira do sério. Um desperdício do meu tempo e do meu humor e de minha qualificada força-de-trabalho.
E por que isso?
Sempre alimentei a doce ilusão de que, a determinada altura de minha vida, só faria o que gostasse. Aliás, sou ingrata. Considero um dos maiores privilégios da minha vida ter quase sempre trabalhado no que gosto. Mas suponho que mesmo gostando do tipo de trabalho que fazemos, às vezes somos obrigados a encarar certas coisas absolutamente chatas. Pela minha experiência, é impossível escapar desses sapos que deslizam sem freios para o meio do caminho de nossa vida.
Mas, tudo bem. É provisório. É apenas trabalho. Aquele trabalho que nos dá o vil metal, o tutu, a grana. Eu bem gostaria de viver sem ele, mas até agora não consegui. Ele é aquele que ajuda a manter a casa em pé, o corpo alimentado, o computador ligado e o o dry Martini luminoso em sua taça no começo da noite.
Amanhã, temina.

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