A cada um sua viagem épica

Virginia Woolf e James Joyce “escreveram sobre personagens que parecem ordinários, ao contrário de heróicos. Eles insistiam que cada pessoa embarcava na sua própria viagem épica, ainda que a vida da maioria, vista de fora, parecesse consistir em trabalho e casamento, saídas triviais e sestas. Todo autor que escreve sobre “pessoas comuns”, quer dizer, 99.9% da pessoas, foi influenciado por Woolf e Joyce. Eles removeram o narrador da história. […] Eles simplesmente mergulharam o leitor na trama e nas mentes dos personagens. Nada de “Sente-se, gentil leitor, e vou lhe contar uma história”. O leitor está imerso na ação e tem que encontrar seu próprio caminho dentro dela. Eles elevaram a linguagem na ficção de uma tal forma que a beleza, a musculatura e a complexidades das frases importava quase tanto quanto a informação contida nelas.”

Michael Cunnigham, em entrevista para o “Sabático”, sábado passado, no Estadão.

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