Caminhadas

Quando em Brasília, gosto de caminhar pelas superquadras de manhã ou no final da tarde. Arborizadas, claras, tranquilas, parecem cidades de interior se comparadas à avenida Paulista, onde costumo fazer minhas caminhadas de todo dia em São Paulo.
Pela Paulista passam cerca de um milhão e duzentas pessoas diariamente, e nessas superquadras do Plano Piloto conto nos dedos as pessoas com quem cruzo. Donas de casa ou empregadas passeando os cachorros, de repente um corredor, algumas pessoas a caminho de algum lugar, e um ou outro tipo curioso.
Em outra temporada por aqui, cheguei a escrever uma crônica sobre uma velhinha que, sentada em um banco, dava calorosos “bom-dia!” a todos que passavam, quantas vezes passassem.
Nessa temporada de agora, a velhinha sumiu. Mas tenho encontrado uma mulher entre seus quarenta e cinqüenta anos, de bermuda e tênis, que caminha enquanto reza o terço, um rosário de contas brancas onde supostamente dedilha suas ave-marias. Ou é muito fanática ou muito prática, cumprindo suas obrigações físicas e religiosas ao mesmo tempo, para depois ficar com seu tempo livre.

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Uma resposta para Caminhadas

  1. Laura disse:

    Hahahaha ai vovó, que engraçado!
    Estou com saudades, de vocês e de Brasília.
    Te amo.

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