Literatura que preste

No Caderno Sabático da semana passada no “Estadão”, uma notícia bacana: Sidney Rocha, escritor pernambucano, está organizando uma coletânea de contos, a ser publicada em tempo recorde pela Iluminaras, e cuja renda será totalmente revertida para as vítimas da catástrofe ambiental dos últimos dias no Nordeste. Dela estão participando autores como Marcelino Freire, Raimundo Carrero, Ronaldo Correa de Brito, Alberto Mussa. A notícia não diz os nomes dos outros, mas pela amostra, devem ser ótimos. Gosto de todos os que a notícia cita. E, de maneira especial, do querido Marcelino Freire. Não sei se ele concordará comigo, mas considero sua prosa, de grande oralidade poética, como uma das mais políticas da literatura sendo feita hoje no país. Política no sentido mais nobre da palavra, aquele que significa olhar para o mundo em volta e se inquietar com o que vê. O Sidney Rocha, eu não conheço, mas vou procurar conhecer. Iniciativas como a dele vêm mostrar que os escritores contemporâneos têm um vínculo forte e claro não só com a literatura mas com o país em que vivem. Sem o que – diga-se de passagem – não existe literatura que preste.

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