Ontem, finalmente, fui ver o filme dos Dzi Croquettes.
Na época em que eles apareceram causando furor, eu estava no exílio. Portanto, nunca pude ver seus shows e conhecia pouco da trajetória deles, embora dois queridos amigos de Brasília tenham participado de tudo: Claudio Tovar, que foi do grupo, e Regina Chaves, que foi Dzi Croquetta e depois Frenética.
O filme é excelente. Um documentário sobre a época e seu “pathos” cultural.
O sucesso do grupo, um tanto esquecido hoje, foi tremendo e inquestionável, aqui e lá fora. E a diretora – filha de um técnico que durante anos acompanhou o grupo – vai tecendo sua história com delicadeza e objetividade. Até o trágico e assustador final, quando ficamos sabendo que grande parte daqueles jovens talentosos morreu de Aids, e três deles morreram assassinados. Ficamos estarrecidos.
Saí do cinema pensando em tudo aquilo que o documentário mostra: vida, cultura, sexualidade, arte.
Não é apenas um filme sobre uma época. É sobre o país em que a gente vive.

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